IPTU: primeiro caso prático

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IPTUUm leitor do blog me enviou um carnê de IPTU de sua residência e pediu para fazer umas contas com ele para ver quanto gastaria ao final do ano. Desconsiderando pagamentos de multas por atrasos e inflação (pequena para o período), os valores podem ser utilizados sem um “fator de desconto da inflação”. Então vamos ao nosso problema:

O valor do IPTU é de R$275,07. Acrescido de “taxa de expediente” (cobrança feita pela prefeitura por boleto pago) de R$3,74, obtemos o valor total de R$278,81.

A prefeitura da cidade oferece a seguinte proposta de pagamento:

  1. Pagamento único com 15% de desconto até o dia 31/01/2011. Ou seja, valor total de R$ 236,99 (já incluídas as despesas de expediente faladas acima).
  2. Pagamento único com 10% de desconto até o dia 28/02/2011. Ou seja, valor total de R$250,93.
  3. Pagamento único sem desconto até o dia 31/03/2011. Valor total de 278,81
  4. Pagamento em 9 vezes de (R$30,56 + R$3,74). Ou seja, 9 vezes de R$34,30.

Agora, vamos analisar sob outro aspecto. Digamos que o nosso amigo tenha os R$278,81 disponíveis já em janeiro e pretenda zerar sua dívida com a situação 1. Ou seja, ele economiza, em valores absolutos: R$41,82. Em valores relativos: os mesmos 15% já colocados lá em cima.

Caso ele só venha a ter esse dinheiro em fevereiro, ou seja, conseguirá economizar em termos absolutos: R$27,88. Em valores relativos, os mesmos 10% já colocados.

Pagamento em cota única: os mesmos 278,81. Sem acréscimo, sem economia. Nada. Zero a zero.

Agora vem o pulo do gato e o grande macete dessa conta, ao se pagar em 9 vezes o mesmo valor. Para cada boleta que ele paga no banco, a taxa de expediente de R$3,74 incide no pagamento. Ou seja, ele pagará de “taxa de expediente” durante o ano, o montante de R$33,66!!! As contas estão discriminadas logo acima, na situação 4. Agora vamos calcular o total pago à prefeitura com o IPTU:
9 x (R$34,30) = R$308,70!!! Trezentos e oito reais e setenta centavos!!!

Vamos um pouquinho mais além: sabe quanto que ele tá pagando a mais com esses R$308,70 em relação às situações 1, 2 e 3, ou seja, quão distante está a situação parcelada das outras situações?

Para situação 1:
Valor absoluto = +R$71,71
Valor relativo = +30,25%

Situação 2:
Valor absoluto = +R$57,77
Valor relativo = +23,02%

Situação 3:
Valor absoluto = R$29,89
Valor relativo = +10,72%

E pra deixar ainda mais interessante nosso problema, o nosso amigo tem um salário líquido de R$1000,00 (mil reais) e paga R$450 reais de faculdade. Os outros R$550 é todo o resto que sobra para pagar todas as dívidas que todo adulto tem diariamente.

Em função de um orçamento mensal apertado, os R$71,71 que ele deixa de ter em mãos para pagar à prefeitura, fazem muita falta pra ele. Para sermos mais preciso, ele deixa de ter, por mês (considerando os 12 meses do ano), R$5,98 disponíveis para seu consumo e lazer.

Apesar de pequena a quantia, faz falta. E esse é um dos mecanismos por onde o nosso dinheiro escoa sem vermos: impostos e taxas que corroem sem vermos, o valor do nosso dinheiro.
Fiquem de olho!!! O IPTU foi apenas UMA conta que ele poderia ter pago em cota única. Quantas outras poderiam ter sido pagas assim e ter evitado uma série de micro despesas que deixariam ele menos “apertado” no orçamento?

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Fortíssimo abraço,
😉