Dívidas: vale a pena trocar uma pela outra? O que preciso verificar antes de fazer isso?

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Conforme no post sobre dívidas no cartão de crédito, fiz as contas para ver se o nosso amigo deveria ou não contrair um empréstimo para quitar sua dívida no cartão de crédito.

Porém, a mecânica ficou um pouco de lado. Mas aqui vão alguns pontos que são interessantes de se analisar quando se contrai uma dívida.

Antes de mais nada é preciso ver qual é a taxa de juros que tem no novo empréstimo/financiamento. É bastante comum as pessoas pensarem que o mais importante é a parcela “caber no bolso”. Isso é um engano. Cuidado!

Veja bem:

Um financiamento pode as vezes ter uma parcela menor, mas uma taxa de juros muito maior. Logo o custo do seu financiamento é a taxa de juros cobrada naquele empréstimo/financiamento.

Ou seja, num financiamento da casa própria, do carro ou de qualquer outra coisa, a taxa de juros é o custo do dinheiro.

Uma taxa de juros maior necessariamente implica em um custo maior no empréstimo, pois isso quer dizer que cada R$ 1,00 que você tome emprestado, terá um custo maior para ser pago. Se a taxa de juros for muito alta, cada R$ 1,00 terá um custo bem alto! Se a taxa for baixa, o empréstimo/financiamento terá um custo menor. Assim, no longo prazo, mantendo sempre essa postura, as suas dívidas irão se reduzir e podem até mesmo ser zeradas! Fique atento a isso!!

Claro que depois de verificado esse numerozinho, vale a pena dar uma olhada na parcela para ver se cabe no bolso, segundo a segunda etapa do seu processo de avaliação. Lembre-se sempre que quando vamos tomar algum empréstimo, seja por qual motivo seja, temos que pensar muito antes de irmos em frente. Pode nos custar caro, e muito caro, conforme coloquei acima.
Em suma: empréstimos ou financiamentos com taxs de juros menores, são os melhores casos, e, com os menores custos!

Alguma dica ou dúvida de algum financiamento que você tenha contraído? Poste aqui, comente com a gente!!!

Forte abraço!

😉

  • Sandra Melo

    Gostei muito dos esclarecimentos feitos por você. Quero saber como manter o orçamento equilibrado mesmo com tantas contas a pagar.

  • Leandro Marques

    Sandra,
    É comum as pessoas passarem por essa situação. Eu gosto de explicar um passo a passo simples que ajuda a pessoa a se manter na linha.
    Primeiro e antes de mais nada, você anota todos os seus gastos? E as rendas, como salários, aluguéis, décimo terceiro…? Anota?
    Anota também as saídas, como as contas (luz, gás, telefone, condomínio…), ônibus, cafezinho no bar? Anota isso tudo?

    Se você já faz isso, parabéns! Você já tem condição de ter um bom diagnóstico da sua situação financeira. Obviamente que quanto mais detalhado forem as suas anotações, melhor será o seu diagnóstico!

    Em segundo lugar, uma postura pode ser adotada: algumas contas como luz e telefone celular não costumam ter uma exatidão. As vezes vem um pouquinho a mais e as vezes (muito menos vezes, hehehe), um pouquinho a menos. Eu costumo reservar parte da minha renda para esses gastos. Um exemplo: meu celular tem uma conta contrada de R$ 69,00 no meu plano. Entretanto, como uso algumas funções extras, eu costumo deixar reservado antes do vencimento, R$ 80,00. É um pouco a mais. Esse mês minha conta veio R$ 71,00. Está dentro do que eu havia planejado e, como a grana já tava reservada para isso, não tinha como utilizá-la para outro fim.

    Se você puder montar uma planilha com as contas e gastos “fixos” no mês, no mês seguinte e assim sucessivamente, ficará mais fácil para você poder planejar o seu orçamento mensal. Mas sem muita neura. Eu gosto sempre de pensar no mês seguinte. Se estou em novembro, o orçamento de novembro já está “traçado”. Hoje trabalho para torná-lo real, dentro do possível, e já planejo dezembro (natal, reveillon, férias…)

    Ajudou?

    Seja bem vinda ao Blog! Sinta-se a vontade para comentar e perguntar!!

    Abraços
    Leandro Marques