Análise sobre ações: fundamentalista versus gráfica

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AnáliseExistem, basicamente, dois tipos de análise sobre ações: a escola fundamentalista e a escola técnica.

Não posso dizer que uma é melhor que a outra, nem qual é a hora de utilizar cada uma delas. Isso depende muito de pessoa pra pessoa, de perfil para perfil, e principalmente, da crença da pessoa na metodologia usada. O importante aqui é saber a diferença entre cada uma delas. Alguns dirão que análise gráfica é mero “esoterismo”. Outros dirão que análise fundamentalista não traz nenhum ganho, já que o mercado muitas vezes acaba ignorando os fundamentos da empresa. Enfim, não cabe aqui provar qual é a melhor e nem qual argumento tem mais relevância.

Vou definir aqui em poucas linhas cada uma delas. Mais à frente, aprofundo o assunto sobre cada uma, com vantagens e desvantagens.

Análise fundamentalista:Análise Fundamentalista

O indivíduo (ou analista preparado pra isso) coleta uma série de dados, tais como ativos da empresa, passivos, patrimônio líquido, lucro líquido, EBITDA (earning before interests, taxes, depreciation and amortization OU LAJIDA = Lucro antes dos juros, imposto, depreciação e amortização), fluxo de caixa, enfim, um belo raio-x dos números da empresa. Ou seja, os seus fundamentos. Monta um esquema que ele ache mais interessante, alguns indicadores, e, ao inserir esses números no modelo (que incorpora, além dos números da própria empresa em si, outros dados como a taxa de inflação atual e esperada, a paridade com o dólar quando – quando a empresa é endividada em moeda estrangeira – além de outros números que vão ter impacto relevante, sob a ótica do analista), o indivíduo verifica o que deve fazer com aquela ação: comprar, comprar mais, manter, vender, ou vender tudo. Há alguns números índice muito utilizados no mercado, como o P/L, que é preço da ação sobre o lucro por ação (não confunda com dividendos). Outros indicadores e números também são criados ao longo desse processo de análise da empresa. Mas também, de igual importância (ou mais até), é o sentimento/feeling do analista/investidor quando observa uma empresa e tenta verificar se vale a pena ou não investir nela.

Análise técnica:Análise Gráfica

Essencialmente baseada em gráficos. Pode incluir desde de uma metodologia simples, analisando somente a evolução do preço da ação ao longo do tempo, como também utilizar a evolução de outros índices da própria ação (gráficos estocásticos, OBV – on balance volume -, IFR – índice de força relativa, médias móveis com um certo padrão de cruzamento…) Enfim, uma série de recursos que o gráfico, com um pouco de conhecimento de matemática, ajudam, e muito, a tomar alguma decisão. Seja para compra ou venda da ação. Um dos conceitos fundamentais da escola técnica é entender o que é um suporte e uma resistência no gráfico de uma ação. Um suporte é a linha (ou nível) de preço que a ação bate, na queda, e retorna, não ultrapassando esse limite. Da mesma maneira, uma resistência é um nível superior em que o preço da ação bate lá em cima, mas não ultrapassa. Geralmente considera-se alguma confirmação de tendência quando um desses 2 parâmetros é rompido (suporte ou resistência), e nesse momento gera-se uma oportunidade de ganhos. Há outros indicadores que explicarei mais à frente para serem utilizados e observados na hora de utilizar a análise gráfica.

Enfim, acho que seria interessante o leitor ter em mente a diferença entre essas duas metodologias. Existem outras, mas menos difundidas e pouco utilizadas no mercado. Cada uma dessas duas possui um leque tão extenso de sub metodologias, que necessitaria de um livro aqui para escrever a respeito.

Antes de finalizar o post, eu gostaria de utilizar a frase de um amigo, quando conversamos sobre as empresas, ou quando alguma ação tá com um preço muito mais alto do que o “ideal” ou muito abaixo do nível “ideal”:

O mercado não te dá nada de graça. Se está muito barato, tem alguma coisa que a gente não sabe, algum risco que  a gente não tá vendo/medindo. Se tá alto demais, é porque essa ação tá oferecendo algum ganho como mais dividendos ou alguma promessa de maturação de investimento ou qualquer outra coisa. Mercado não dá nada de graça.

 Henrique Fonseca

Forte abraço!

😉