Caro,barato, preço justo…? Quando precisamos ver se os preços condizem com nossas preferências

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caroQuantas vezes reclamamos do preço do cinema que está caro, do preço da entrada no Rock in Rio 2011 ter sido absurdo e da passagem de ônibus aumentarem absurdamente?

Tudo que eu venho a dizer não é pra defender um lado ou outro. É pelo simples jeito de se raciocinar sobre uma situação.

Acho que perdemos as contas de quantas vezes fazemos isso: reclamar dos preços e como alguma coisa é cara ou então como aumentaram os preços!

Gostaria de escrever sobre isso para que você ao invés de começar reclamando sem dó nem piedade do sistema, do empresário, do empregado e do trabalhador. Reflita um pouco a respeito de toda a situação que vivemos e estamos passando atualmente.

Vou pegar um exemplo bem próximo: o Rock in Rio 2011, estava caro?

Os preços dos ingressos giravam em torno de R$ 100,00 (meia-entrada) comprados originalmente, sem cambista, sem venda do amigo que precisa se desfazer do ingresso para visitar a titia no Acre. Se considerar cambistas, o preço realmente seria muito mais caro do que o vendido pela empresa.

Bastante salgado esse preço, não é mesmo? Desde o Rock in Rio 3 (2001) até o Rock in Rio 2011, o preço do ingresso saltou de R$ 35,00 (média) para R$ 100,00 (média). (preços para meia-entrada)

O primeiro sentimento que surge é a indignação. “Como o preço subiu tanto?!?! Está muito caro!! A inflação média no período não foi nem suficiente para dobrar o preço!! Por que o preço praticamente aumentou em 2,8 vezes?!?!”

Antes do leitor tomar esse tipo de atitude e sair por aí escarnecendo a organização do evento, eu sugeriria uma outra proposta: a atração vale esse preço? Está realmente tão caro assim? Você acha que pagar R$100 (meia-entrada) para ver uma gama de artistas vale o preço? Se vale, por que reclama?

“Ah, mas os Medina só faturam com isso e nós, consumidores, enchemos os bolsos deles de dinheiro…”

Bom, o primeiro comentário que qualquer um pode fazer é: “ninguém está te obrigando a ir…”

Em segundo lugar, já pararam pra pensar que, caso o Rock in Rio desse prejuízo, quem sairia perdendo? O consumidor? O consumidor arcaria com o prejuízo do evento? Ou o empresário?

Mais além: quem arca com um prejuízo no fornecimento de um produto e/ou serviço? O consumidor? Ou o empresário?

Quando a loja na rua fecha porque faliu, quem teve o prejuízo? O consumidor?
O único prejuízo do consumidor é não ter aquele serviço mais a disposição. De repente num concorrente ao lado, ou até mesmo parecido na outra esquina. Mas e o empresário que fechou as portas? Quem pagou o prejuízo dele? Certamente não foi o consumidor…

Em suma, gostaria que, a partir desta leitura, as pessoas possam pensar melhor se vale a pena comprar uma cerveja na praia por R$ 5,00 ou ir ao mercado, comprar a mesma latinha por R$ 1,00, comprar um isopor, botar gelo, levar o trambolho pra praia, guardar direito, beber a latinha, levar o isopor pra casa, limpar e bla bla bla… Ou pagar os R$5,00 e não se aborrecer, considerando que este valor não é caro, já que outros atributos e valores foram agregados à venda de cervejinha na areia da praia.

Tudo tem um preço. E se você não está disposto a pagar este preço, não pague. Não faça. Caro ou barato, dependerá somente das suas preferências e como você “precifica” bens e serviços ao seu redor.

Conforme já falei no post anterior: não adianta comprarmos um carro achando que poderemos pará-lo na rua de graça.
Talvez hoje você consiga porque a rua tá vazia, ou é pouco habitada, ou qualquer outra variável. Mas e se amanhã as ruas forem loteadas? Ou se só puder parar em estacionamentos particulares? E os flanelinhas? Reclamar disso tudo DEPOIS de ter o carro é fácil. Talvez mais fácil e menos estressante ainda seria não ter comprado o carro. A não ser que você esteja disposto a incorrer em todos esses riscos e aborrecimentos.

Para dar uma pesquisada sobre preços gerais na internet, entre em http://www.buscape.com.br/

Forte abraço!
😉