Carro novo: calculando possibilidades de pagamento e viabilidade

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Novamente, o dilema do carro novo e seus cálculos.

Dia desses recebi o telefonema de uma amiga que está morando no nordeste, sozinha. A dúvida dela era se valia a pena ou não, comprar um Fox (Volkswagen) 1.0, 2012/2013. Além de ajudá-la a calcular a taxa do financiamento e sua viabilidade, comparando com as aplicações que ela já tinha.

Pois bem, vamos aos números do carro da nossa amiga.

 

carro

O carro custaria R$ 35.000 (trinta e cinco mil reais), com uma pechinchada. O custo inicial era de 36mil, mas ela ofereceu 50% de entrada (ajuda dos pais) e financiar os outros 50%. Prontamente, a concessionária ofereceu a proposta de financiar os 50% restantes com taxa zero de juros! Ela só teria que incorrer no pagamento de IOF, abertura de crédito e taxas administrativas. Emplacamento do carro não está incluído no pacote.

Os números oferecidos pela concessionária eram:

  • R$ 17.500,00 de financiamento (referentes a 50% de 35000)
  • 12 parcelas, cada uma no valor de R$ 1497,04
  • Soma total de 12 parcelas de R$ 1497,04 = 17.964,98

Agora vamos ao cálculo mais importante de todos: qual é a taxa de juros embutida nessa operação, ou seja, o custo da utilização do dinheiro?

Utilizando a HP-12c*, o valor da taxa de juros embutida nessa operação era de 0,40% ao mês.

Ok, e o que isso quer dizer? Quer dizer que o financiamento dela está lhe custando 0,40% ao mês.

 

Por outro lado, ela dispõe de uma poupança de R$ 14.000,00. Além disso, ela consegue, todo mês economizar R$ 1000,00 (com esforço muito alto/apertado para guardar). Mas vou considerar que ela consiga guardar com certa folga, R$ 700 por mês.

Como ela pode proceder para ter o carro em suas mãos sem entrar no cheque especial ou qualquer outro tipo de empréstimo:

  1. Pagar as parcelas com os R$ 700 economizados por mês e os outros 797,04 restantes, sacar da poupança para quitar a parcela; ou
  2. Pagar a parcela inteiramente com o saldo da poupança, tirando, todo mês, 1497,04 todo mês, até o nono mês, que é o último mês em que a poupança consegue saldar toda a parcela. O mês 10, 11 e 12 precisam ser quitados com o dinheiro do salário economizado ao longo do período.
  • Nesse caso, a 10a parcela será: 1497,04 – 526,64 = 970,04; (Os 526,64 são o resíduo da poupança sacada inteiramente)
  • 11a e 12a parcelas = 1497,04. Já que ela conseguiu guardar com folga o dinheiro ao final de cada mês, dá para quitar essa dívida.

 

Refinando ainda mais o caso 2 e seus dois pontos, ela pode fazer da seguinte forma: os R$ 3964,98 do financiamento que excedem a poupança, podem ser pagos ao longo dos meses, junto com o financiamento, dividindo-se esse valor por 12. Ou seja, essa poupança receberia aportes mensais de R$ 331,00.

Agora veja que interessante: qualquer valor maior que R$ 331 faria com que a poupança não fosse zerada. Abaixo de R$ 331, ao final de 12 meses, a poupança acaba. Logo, R$ 331 é o “ponto ótimo” de esforço de economia que ela pode fazer ao longo dos meses.

 

Outros custos e despesas como emplacamento, insulfilm ou qualquer outro acessório do carro não foi incluído nessa conta. Valor do seguro e IPVA também não. O cálculo engloba a transação financeira somente.

Dúvidas? Mande um e-mail para nós ou comente aqui no blog que tentaremos responder o mais rápido possível!

Forte abraço!

😉

 

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*O cálculo com a HP-12c é feito apertando 17500 PV;  1497,04 CHS  PMT;   12 n  ;  i

i = 0,40