Impostos: uma maneira diferente de enxergá-los e quem efetivamente sai ganhando com eles

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

impostosPagamos impostos demais e não temos retorno desses impostos para nosso benefício.

Com freqüência, observa-se na grande mídia, em redes sociais e até a cidade de SP já ganhou um impostômetro. A idéia é genial! Realmente ficamos estupefatos com a quantidade de impostos que pagamos.

Quando se compara um bem importado vendido aqui e num país como EUA ou no próprio continente europeu, a diferença é absurda.

Até mesmo produtos nacionais tem seus preços aumentados em função dos impostos. Quanto custaria um carro sem impostos? Um carro nacional, popular, feito por uma das Quatro Grandes aqui do Brasil? Quanto sairia?

Eu não sei dizer com precisão, mas podemos ver da seguinte forma:

Mas acho que dá pra se ter uma idéia quando observamos que alguns postos de gasolina realizam o “dia do combustível sem imposto”. A diferença é colossal. Daí dá para tirarmos alguma medida, porém, imprecisa da quantidade de impostos que pagamos, sem percebermos.

Entretanto, o que eu gostaria de destacar aqui não é a crítica ao imposto em si, e o quanto pagamos de imposto. Mas citar também, aos mesmos industriais e grandes comerciantes que tanto reclamam dos impostos e que muitas vezes, acabam sendo beneficiados por essa carga tributária. Gostaria de saber, deles, se eles abririam mão dos recursos e financiamentos que recebem das três esferas de governo (federal, estadual, municipal), incentivos fiscais, etc, que são conseguidos em função da cobrança/taxação de impostos na outra ponta da economia.

Veja o imposto sobre produtos importados. É um imposto! Que beneficia somente as montadoras nacionais! E você, consumidor, como eu, somos obrigados a pagar mais caro pelos carros importados ou pagar um pouquinho só mais barato por um carro “nacional” de qualidade visivelmente inferior.

Outro ponto que merece mais atenção, é o famoso impostômetro na cidade de SP: embaixo do impostômetro deveria haver um medidor novo, o subsidiômetro.

Acho que a partir daí podemos investigar com maior qualidade quanto realmente pagamos de impostos e quem efetivamente arca com a conta desse jogo de empurra pra lá e pra cá de impostos e subsídios.

Vejamos:
As montadoras nacionais conseguem subsídios para se instalarem aqui (há praticamente 60 anos vêm recebendo incentivos dos mais diversos tipos). Ou seja, subsídio. Quem paga o subsídio? Nós. Hoje, as mesmas montadoras querem um Imposto sobre Produto Importado alto, para “ajudar” a indústria nacional. Quem paga o produto mais caro? Nós.

No final das contas, a grosso modo, quem se beneficiou? O setor empresarial. Quem pagou a conta do benefício, por duas vias diferentes (carro importado e “nacional” mais caros)? Nós.

Divulguem a idéia do subsidiômetro. A cada R$1,00 que você consome, quanto dele está sendo taxado e quanto está sendo subsidiado?!?! Eu não sei te responder. Só quero levantar a questão…

Ah!! Para os curiosos, entrem no site do impostômetro:

http://www.impostometro.com.br/

Forte abraço;
😉