Sair de casa é uma questão e um desafio para muitos, mas pode ser uma armadilha

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sair de casaSair de casa é o sonho de todo filho quando atinge uma certa idade em que precisa de privacidade ou qualquer outro motivo, como estar de saco cheio dos sermões dos pais (ou responsáveis), das regras existentes (ou a falta delas)… Motivos não faltam. Acho a idéia muito válida e muito bonita! Incentivo a saída e sou a favor da busca pela própria independência!

Mas há algo que muitas pessoas (jovens principalmente) esquecem e deixam de lado: ao sair de casa acabam se tornando reféns das despesas geradas em função da nova vida. Despesas que antes não existiam, ou poderiam ser divididas com os pais ou os responsáveis agora serão inteiramente arcadas por você, que acabou de sair do lar e do aconchego.

É difícil alguém, novo,  jovem, já poder sair de casa com dinheiro suficiente para comprar um apartamento em algum lugar legal. Ou até mesmo comprar um apartamento, somente, sem nenhuma frescura ou preferência pelo lugar. Logo, será preciso incorrer no custo do aluguel, que pode tomar de 20% (melhor dos cenários) a até mais de 50% da renda (pior dos cenários) do jovem! Além das despesas com supermercado, luz, gás, telefone, condomínio… Considerando o fato que, hoje em dia, em pleno ano de 2012, quase 2013, vivemos uma situação em que o custo de vida nas grandes cidades brasileiras está altíssimo! Encontrar um trabalho que pague um bom salário, que dê para sustentar um padrão de vida desejável certamente será bastante difícil!

Não estou dizendo que você não deve sair de casa e viver sob as asas dos pais o resto da vida. O que eu quero apontar é uma outra visão, que inclui sim a sua independência, o seu espaço e o seu tempo. Mas um fator extremamente importante que as pessoas não levam em consideração ao tomar a atitude de sair de casa.

O que eu sugiro para as pessoas é: aproveite enquanto você está morando com seus pais e aprenda a fazer as tarefas de casa, como lavar louças, arrumar o quarto, cozinhar… É a melhor escola e a que tem custo praticamente zero. Esse tipo de experiência não se ganha em cursos, mas com o tempo e a prática. E ajudam, e muito, a reduzir seus gastos. Em casa, acho que é o melhor lugar para se praticar, podendo errar sem muito medo.

Outro ponto muito importante é: enquanto estiver morando com seus pais ou responsáveis, aproveite a chance para evitar gastos excessivos. Não é porque seu salário aumentou, ou que você se sustenta e pode sair por aí gastando todo o seu salário com frivolidades ou qualquer desejo seu. É nesse ponto que está a mudança: aproveitar o momento em que você tem alguns custos reduzidos (aluguel, contas a pagar, luz, gás…) e poder juntar parte desse dinheiro para investir: poupança, fundos de investimento, ações, previdência privada… Mais importante do que o destino em si, é a atitude de reservar dinheiro para gerar mais dinheiro.

Assim, quando você for morar sozinho, efetivamente, poderá usufruir não só do seu salário, mas também de alguma outra renda passiva, como dividendos das ações, rendimentos dos fundos de investimento (podem ser fundos de investimento imobiliários também), parte do dinheiro reservado em poupança, títulos…

(Veja aqui o que diz a psicóloga Dra. Olga Tessari sobre sair de casa)

Enfim, sair de casa é um desafio para todos. Mas tenha em mente que o pequeno tempo em que você ainda continua na casa dos pais quando já estiver trabalhando pode ser o diferencial para uma vida com mais qualidade no futuro, se você juntar e não gastar esse dinheiro à toa.

Forte abraço!

😉