Compra internacional para família ou amigos: fique esperto com os valores da taxa de câmbio

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compra internacionalÉ muito comum quando alguém viaja para o exterior, principalmente os EUA, surgir aquele pedido: pode fazer uma compra internacional pra mim? Pode trazer um jogo lá de fora? Pode trazer o celular de última geração da marca tal?

Não estou criticando o pedido, afinal, se a pessoa abre essa intimidade para outra, não sou eu que vou mudar ou opinar. O único problema é quando compra-se alguma coisa lá fora e na hora de converter os valores do Dólar para o Real, o importador (no caso, o viajante) acaba saindo perdendo porque não quer cobrar a mais do amigo ou da família, em função da mudança na taxa de câmbio.

Esse caso ocorreu com uma amiga próxima, que precisou fazer uma compra internacional para a família e combinou com eles um dólar a R$ 2,00, sendo que o praticado pelo seu cartão de crédito era de R$ 2,10 aproximadamente. Como a compra era grande, o prejuízo foi grande.

A fim de evitar esse contratempo na sua vida, podemos utilizar algumas maneiras simples de driblar essa situação, ao realizar uma compra internacional para terceiros.

Se você for pagar em espécie, com dólares, lá nos EUA, a pessoa que pediu para você realizar a compra internacional deve pagar a você não o valor da cotação corrente do dólar, mas sim o valor da cotação que você fez a conversão do Real para o Dólar. Essa seria a primeira maneira. Já que é um favor, não custa nada um pouco de compreensão do sujeito que está pedindo para você trazer produtos importados. Dessa forma, o risco da operação, ou seja, qualquer oscilação da cotação do dólar (para cima ou para baixo) será arcada inteiramente pelo comprador local, ou seja, aquele que pediu para fazer a compra internacional.

Se você for pagar com cartão de crédito ou qualquer outro dispositivo virtual de pagamento, como o Visa Travel Money (VTM), seria legal que você pudesse combinar com a pessoa que está te pedindo para trazer os produtos, pagar a cotação do dólar + IOF que constam na sua fatura, e não o que ela acha que deve pagar. Digamos que quando a pessoa comprou o seu tablet de última geração, o dólar estivesse a R$ 2,05. Mas quando a fatura do cartão de crédito chegou, veio com o dólar a R$ 2,10. Essa mudança de valor não é culpa do viajante, e nem de ninguém. Mas novamente, quem deve arcar com essa diferença é o comprador aqui, no Brasil. É uma situação um pouquinho chata, realizar essas cobranças a mais – mais saiba que se o dólar ficasse em R$ 1,90, quem sairia ganhando não seria você, mas sim o comprador. Então o risco, novamente, dessa operação, fica inteiramente com o comprador do Brasil.

Em suma, ao realizar uma compra internacional, para quem quer que seja, é preciso que você estipule suas regras e condições. Pode parecer bobeira, mas quando você faz qualquer compra lá fora com o seu dinheiro para ser ressarcido quando chegar no Brasil, de uma maneira ou de outra, você está abrindo mão do seu consumo pessoal e de gastos pessoais no exterior em benefício de terceiros. E se você não se sente à vontade cobrando por isso, pelo menos não pode ter prejuízo nessa situação.

Espero que sua compra internacional agora fique mais fácil e transparente!

Forte abraço!

😉